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26 de agosto de 2009
(quarta-feira)

One-day Intensive Course (Seminar)
14h00 às 19h00

Sofitel Rio de Janeiro

Av. Atlântica, 4240 - Copacabana Rio de Janeiro - RJ

Mapa


27 de agosto de 2009
(quinta-feira)

One-day Intensive Course (Seminar)
10h00 às 17h00

Intercontinental São Paulo


Alameda Santos, 1123
São Paulo - SP

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Descontos válidos para participantes da mesma empresa.

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 Program - English
 

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ASWATH DAMODARAN :
  • Professor da New York University
  • Ph.D. UCLA
  • Eleito pela Business Week um dos melhores professores de MBA dos EUA
  • Autor dos bestsellers "Damodaran on Valuation", "Investment Philosophies" e "Corporate Finance".
 

  "Descubra como a Crise vai mudar profundamente tanto Corporate Finance como Portfolio Management." - Aswath Damodaran

 
 
  Executivos financeiros de bancos e de grandes empresas, asset managers e analistas de mercado que desejam aprimorar a qualidade de suas decisões em Valuation e Análise de Projetos de Investimentos.  
 
  • One-day Intensive Course (Seminar) sobre O que aprendi com a crise de 2008
 
 

REVELAÇÕES DO MERCADO:
O QUE APRENDI COM A CRISE DE 2008

Em 12 de setembro de 2008, eu me sentia muito seguro do meu entendimento sobre os fundamentos básicos das finanças. Ainda que soubesse que havia várias áreas nas finanças em que eu poderia aprender um pouco mais, acreditava compreender os principais conceitos e ter uma boa ideia de como os mercados funcionam (e, às vezes, deixam de funcionar).

Os últimos três meses de 2008 testaram meus conhecimentos e crenças de formas e maneiras que jamais imaginei serem possíveis. Se a essência da educação é aprender aquilo que se desconhece, eu aprendi mais nesse período do que nos trinta anos anteriores como aluno doutorando, acadêmico e profissional da área. Não se trata apenas de os mercados terem desmoronado globalmente – algo que já acontecera –, mas de a queda do mercado ter sido acompanhada por eventos que os maiores teóricos e profissionais das finanças teriam descartado como improváveis, apenas uns meses antes.

Ainda que seja importante conhecer as razões para essa turbulência e que haja motivos para se apontar os culpados, acredito que o resultado final seja totalmente previsível. Pessoalmente, tenho uma agenda diferente que, de certa forma, é bastante pessoal. Cada dia desta crise me trouxe novas surpresas e expôs muito do que eu julgava verdadeiro, antes de setembro de 2008, como sendo questionável. Por isso, gostaria de levá-los a uma viagem de descobertas sobre o que ocorreu nesse período e suas implicações, e do quanto a situação mudou meu raciocínio sobre os tópicos de finanças corporativas e gestão de carteiras.

De fato, pretendo dividir o que encontrei, ao longo desse caminho, em três áreas. O primeiro grupo inclui fatos que eu realmente desconhecia, em 12 de setembro, e que hoje conheço. Nessa categoria, estão incluídos os seguintes fenômenos:

1. As taxas nominais de risco podem se tornar negativas.

2. Não há ativo livre de risco.

3. Os prêmios de risco para as ações e para os títulos de dívida podem mudar drasticamente mesmo em 3. mercados maduros.

O segundo grupo inclui fatos que eu julgava saber, mas descobri que não sabia. Nele, incluí o seguinte:

1. Em mercados desenvolvidos, as grandes empresas sempre conseguem levantar capital novo.

2. As corridas aos bancos são coisas do passado, com a supervisão das autoridades, as novas regras contábeis (de marcação a mercado) e as ferramentas de gestão de risco que temos hoje.

3. A estratégia de Value Investing (investir em ações de baixo lucro (PE), alto rendimento e baixo PBV) carrega menor risco do que a de Growth Investing (investir em empresas com crescimento acima da média).

4. Os dividendos “são grudentos”, isto é, (ao menos nos EUA), as empresas “grudam” em sua política de dividendos durante os períodos bons e durante os ruins também.

5. A diversificação por meio de todos os tipos de ativos oferece certa proteção.

6. Temos um bom conhecimento de como medir o risco.

O terceiro grupo é uma longa lista das minhas opiniões sobre finanças, que saíram reforçadas e fortalecidas após os acontecimentos do último trimestre de 2008:

1. Os títulos de dívida são uma faca de dois gumes.

2. Um bom saldo de caixa não é apenas um ativo consumível, mas uma boa proteção contra as crises.

3. A linha divisória entre hedging e especulação é muito tênue… e facilmente transponível...

4. A Rua do Comércio e a Rua da Bolsa são interdependentes. Uma não pode estar bem se a outra não estiver.

5. Somos globalizados em todas as dimensões possíveis.

6. Ignore a falta de liquidez por conta e risco próprios... O custo dessa atitude pode variar com o tempo e com os mercados.

7. Nem sempre as ações ganham no longo prazo.

8. O Smart Money, o dinheiro investido por investidores experientes, nem sempre é tão inteligente!!!

9. Mesmo os investidores da pesada, como Buffett e Miller, cometem erros!

10. Guru hoje, vítima amanhã!!!

Cada uma das três partes do curso será desenvolvida em torno de uma lição (aprendida, desaprendida e reforçada), começando pelo que se conhecia e praticava antes de 12 de setembro, os eventos que derrubaram por terra esse raciocínio e de que forma o ocorrido mudará a maneira de lidar com as finanças no futuro.

Como os assuntos que cobrirei são centrais para a prática financeira, o efeito onda vai espalhar-se por todo lado. O público potencial para este seminário é composto de profissionais da área das finanças corporativas em grandes empresas, bancos de investimentos e consultorias, passando por gestores de carteiras e analistas de mercados de renda variável e chegando a investidores. Espero poder apresentar o que aprendi da maneira menos técnica possível, a fim de permitir que até o mais leigo dos presentes saia com alguma ideia do assunto.

 
 

Tópico 1: Como chegamos ao 12 de setembro de 2008

Tópico 2: Rompimento da represa: o colapso da Lehman e os primórdios do pânico

Tópico 3: As taxas de juros conseguem fazer isso? O comportamento das taxas livres de risco (!) e das quase sem risco (Treasuries, LIBOR e fundos de Money Market)

Tópico 4: Prêmios de risco para o mercado de ações

Tópico 5: Caos total no mercado de Corporate Bonds (Títulos privados/debêntures) (Spreads de Default, liquidez nos mercados de dívida, etc.)

Tópico 6: Fechamento dos mercados de capitais

Tópico 7: Corridas aos bancos e pânicos financeiros

Tópico 8: Value Investing e Growth Investing

Tópico 9: Política de dividendos

Tópico 10: O lado escuro da dívida e o lado brilhante do caixa

Tópico 11: Será que sabemos mesmo gerenciar o risco?

Tópico 12: A Rua do Comércio e a Rua da Bolsa

Tópico 13: Globalização

Tópico 14: Liquidez: o risco ignorado

Tópico 15: O Smart Money pode ser stupid

Tópico 16: Guru hoje, vítima amanhã!

Tópico 17: Conclusões

 
 
 

MARKET REVELATIONS
O QUE APRENDI COM A CRISE DE 2008

On September 12, 2008, I felt pretty secure about my grasp of financial fundamentals. While I knew that there were many areas in finance where I could learn more, I believed that I understood the key concepts and had a good idea of how markets work (and sometimes fail).

The last three months of 2008 have tested my knowledge and my beliefs in ways I did not think possible. If the essence of education is that you learn what you do not know, I have had learned more in this period than I have in the thirty years prior as a doctoral student, academic and practitioner. It is not just that markets have collapsed globally – that has happened before – but that the market drop has been accompanied by events that most financial theorists and practitioners would have dismissed as unlikely a few months ago.

While knowing why the turmoil occurred is important and blame is deserved, I think that the end result will be all too predictable. I have a different agenda and it is, in a sense, personal. Each day of the crisis brought me new surprises and exposed how much of what I had taken for granted as the truth prior to September 2008 was questionable. I would like to take you on a voyage of self discovery through this period, with implications for how it has changed my thinking on both corporate finance topics and portfolio management.

In fact, I will divide what I have encountered into three areas. The first group will include things I really did not know on September 12, that I know now. Included in this category would be these phenomena:

1. Nominal interest rates can become negative.

2. There is no riskfree asset.

3. Risk premiums for both equity and debt can change dramatically even in mature markets.

The second group will include things that I thought I knew, but discovered that I did not. Here I would include the following:

1. Large companies in developed markets can always raise new capital.

2. Bank runs are things of the past, with the regulatory oversight, new accounting rules (mark to market) and the risk management tools that we have today.

3. Value investing (investing in low PE , high dividend yield and low PBV stocks) is less risky than growth investing.

4. Dividends are sticky, i.e. companies (at least in the United States) stick with their dividend policy through good times and bad.

5. Diversification across asset classes provides protection.

6. We have a pretty good handle on how to measure risk.

The third group is a long list of views that I have had in finance that have been reinforced and strengthened by the happenings of the last quarter of 2008:

1. Debt is a double-edged sword.

2. A large cash balance is not just a wasting asset but protection against crises.

3. The line between hedging and speculation is a very fine one... and easy to cross...

4. Main Street and Wall Street are co-dependent. One cannot be healthy, if the other is not.

5. We are in globalized on every dimension.

6. Ignore illiquidity at your own peril.... Its cost can vary across time and across markets

7. Stocks don't always win in the long term.

8. Smart money is not that smart!!!

9. Even great investors (Buffett, Miller) make mistakes!

10. Guru today, goat tomorrow!!!

Each section will be built around a lesson (learned, unlearned and reinforced), beginning with what the conventional wisdom (and behavior) was prior to September 12, the events that occurred that upended the thinking and how it will change the way we should practice finance in the future.

Since the topics we cover are central to financial practice, the ripples will spread everywhere. The potential audience for the seminar will range from corporate finance practitioners at firms, investment banks and consulting firms to portfolio managers and equity research analysts to investors. My hope is to present what I have learned in as non-technical a way as possible, thus allowing even laymen to walk away with a grasp of the content.

 
 
 

Topic 1: Setting the table: How we got to September 12, 2008

Topic 2: The break in the dam: The Lehman collapse and the beginnings of panic

Topic 3: Interest rates can do this? The behavior of riskfree (!) and close to riskfree rates  (Treasuries, LIBOR and Money Market Funds)

Topic  4: Equity Risk Premiums

Topic  5: Corporate Bond Mayhem (Default spreads, bond market liquidity etc.)

Topic 6: The closing of capital markets

Topic 7: Bank Runs and Financial Panics

Topic 8: Value and Growth Investing

Topic 9: Dividend Policy

Topic 10: The Dark Side of Debt and the Light Side of Cash

Topic 11: Do we really know how to manage risk?

Topic 12: Main Street and Wall Street

Topic 13: Globalization

Topic 14: Liquidity: The Ignored Risk

Topic 15: Smart Money can be stupid

Topic 16: Guru today, goat tomorrow!

Topic 17: Closing thoughts!

 
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